A edição é, por definição, um processo baseado na seleção, ordenamento e ajuste dos planos de um produto audiovisual, como um vídeo ou um filme, para alcançar o resultado planejado, seja em termos narrativos, informativos, dramáticos, visuais, experimentais e etc. É também uma etapa criativa, onde vai ser impresso o ritmo que se pretende conferir ao material, que somado a outros elementos, como a trilha sonora e musical, vai despertar as reações pretendidas junto a audiência.  A edição, quando bem-feitaé capaz de deixar espectador completamente envolvido na narrativa, sem que este tenha ciência de todo o trabalho realizado pelo editor. É, portanto, um trabalho complexo, repleto de nuances e truques para cativar a audiência.  

A Rush Vídeo, produtora de Campinas, interior de SP, que há quase três décadas trabalha com o desenvolvimento de conteúdo audiovisual, separou algumas dicas que vão ajudar na criação de vídeos mais atrativos e profissionais, que certamente vão ajudar a criar mais proximidade com o público pretendido, aumentando as visualizações e o engajamento.  

 

O que é necessário saber para garantir uma boa edição? 

O primeiro passo para um vídeo de qualidade, é a elaboração de um roteiro que contenha não apenas os diálogos e locuções, mas também as marcações e indicações de entrevistas, imagens, cortes, trilha sonora, efeitos, intenções e etc. O roteiro é um guia que vai ajudar no momento da captação – garantindo que nem um take importante seja esquecido – e edição, concentrando todas as informações necessárias. Com este material em mãos, é hora de partir para a filmagem do material. Neste momento é preciso estar atento para alguns aspectos:  

Ângulo de Gravação – por melhor e mais profissional que seja o software de edição escolhido, dificilmente será possível corrigir um ângulo da filmagem equivocado, portanto é preciso estar atento.  

Iluminação – os programas de edição conseguem ajustar a iluminação, diminuindo sombras, aumentando luz, reduzindo contraste e outros recursos, mas são soluções que pedem moderação, sendo indicadas para pequenos ajustes. O ideal é escolher locais bem iluminados para gravação, seja por luz natural ou artificial. 

Para compor um bom material é importante ainda buscar referências em filmes ou vídeos disponíveis em canais, como YouTube, por exemplo. Esta providência vai ajudar com insights que podem aprimorar a forma como a mensagem pretendida vai ser apresentada. Lembre-se que uma imagem pode falar mais que mil palavras, portanto preste atenção nos excessos e redundâncias, que em nada vão agregar na compreensão do conteúdo. Outra dica valiosa é considerar os canais onde o vídeo será distribuído, estando atento as eventuais especificidades, sobretudo com relação a duração e formato. Um bom título é outra providência fundamental, que vai ajudar a atrair a audiência. Portanto, deve ser atrativo, persuasivo, simples e objetivo, já que a intenção é despertar interesse sobre o conteúdo. 

O passo seguinte é fazer uma seleção do material, descartando as tomadas que não ficaram boas. Preste atenção se os takes escolhidos atendem a requisitos básicos como qualidade da imagem e som. Feito isso, é hora de descarregar os vídeos da câmera para o computador, onde é possível trabalhar melhor. Dependendo da quantidade de arquivos e resolução, o processo pode demorar um pouco. Feito isso, separe tudo em pastas, facilitando a organização do projeto. 

 

Selecionando o software de edição 

Com todo o material em mãos, devidamente separado, é o momento de escolher o software que irá utilizar. No mercado existem várias e boas opções, inclusive gratuitas, como Windows Movie MakeriMovie e YouTube Vídeo Editor, entre outros, além das opções pagas, como o Adobe Premiere e Sony Vegas. Comece o trabalho criando uma timeline para organizar a ordem dos seus takes e áudios. Usualmente, a timeline de vídeo fica logo abaixo da tela principal e de áudio, logo abaixo. Na linha do tempo é possível adicionar, mover e excluir arquivos de vídeo ou áudio. Para selecionar o take que será usado, utilize a ferramenta de corte. Para isso, basta posicionar o cursor no lugar em que deseja cortar e clicar na tecla de corte do programa escolhido. Normalmente, o atalho é a letra “S”, mas isso pode variar de acordo com software. Se, por engano, apagar algo, o já conhecido comando “Ctrl + Z” desfaz a ação. Os efeitos, de áudio ou vídeo, normalmente ficam numa aba batizada como “Filtros” e devem ser utilizados sem exageros. Neste mesmo local é possível alterar a cor do vídeo, melhorar a iluminação e mudar as configurações de brilho, contraste etc. Mesmo que a cena esteja bem iluminada, é interessante calibrar o brilho, contraste, saturação, realces, gama, sombras, temperatura, matiz e tonalidade de forma manual ou adicionar o ajuste automático, uma alternativa excelente para quem não tem muita experiência em ajustar a cor do vídeo. Esta medida vai garantir uma maior unidade visual ao material.  

Se quiser um vídeo preto e branco basta zerar a configuração de saturação. Para adicionar legendas, é só clicar em “Text” dentro das configurações de vídeo e inserir o texto, podendo definir fonte, cor e tamanho, além de mover a caixa para onde desejar. É possível ainda utilizar transições, acionando as opções “Fade in” e “Fade out”, que é quando a imagem vai aparecendo e desaparecendo aos poucos, de forma suave. Aqui é permitido configurar a duração desta transição, aumentando ou diminuindo o tempo. 

maioria dos softwares permite visualizar os resultados à medida que os recursos vão sendo configurados, o que facilita bastante o processo. Terminada a edição, é chegada a hora de exportar o vídeo. Para isso, clique em “File/Pasta”, depois “Export Video/Exportar Vídeo”. O programa deve abrir uma janela com algumas opções de formato. Uma boa alternativa é o MP4, que roda bem, inclusive, em celulares e não é tão grande e pesado para upload, mantendo uma boa qualidade do vídeo. Depois é só clicar em exportar e selecionar a pasta onde o projeto será salvo.  

Da mesma forma que os arquivos de texto, é importante ir salvando, para não perder todo o trabalho no meio do caminho em função de travamentos do computador ou queda de energia, por exemploOs programas, usualmente, salvam automaticamente o projeto depois do comando realizado pela primeira vez. Mas fique atento. Lembre-se também de ter em mãos um backup do vídeo editado, seja em pendrive, nuvem (como Google Drive) ou HD externo, evitando qualquer imprevisto. 

 

Rush Vídeo – Ideias em Movimento