No início deste ano de 2020 o filme sul-coreano “Parasita” foi assunto nas rodas de conversa e agitou o mundo do audiovisual ao faturar o Oscar de Melhor Filme, se tornando a primeira película em língua estrangeira a obter a premiação nesta categoria em 92 anos de história do prêmio. Mas a façanha não parou por aí. Levou ainda as estatuetas de Melhor Diretor para Bong Joon Ho e melhor roteiro original. A película desbancou produções hollywoodianas e nomes estabelecidos na indústria, como Sam Mendes, com “1917”, Quentin Tarantino, com “Era uma Vez em Hollywood” e o veterano Martin Scorsese, com “O Irlandês”.
“Quando vocês conseguirem escalar o muro de 3 cm das legendas, terão acesso a um novo mundo de cinema”, declarou Bong Joon Ho no palco do Globo de Ouro, em janeiro passado, ao receber o prêmio de melhor filme estrangeiro também por “Parasita”. O diretor estava se referindo ao preconceito que existe contra produções audiovisuais de língua não inglesa, sobretudo nos Estados Unidos. É inegável o poder e a força do cinema americano. Contudo, “Parasita” provou que para a linguagem audiovisual o que vale mesmo é uma boa história, lapidada por um roteiro eficiente sob a batuta de um diretor criativo e com pleno domínio da narrativa.
Mesmo se passando na Coreia do Sul em meio a uma cultura tão diversa da ocidental, o enredo de “Parasita” é universal. Uma crítica social mordaz. O local onde é ambientado, pouco importa. A história poderia se passar no Brasil, nos Estados Unidos ou num país do continente europeu. À primeira vista, o filme pode soar como uma comédia, mas à medida que a trama vai se desenvolvendo vão sendo acrescentados elementos de drama, suspense e até de terror, culminando com um clímax trágico e tocante. O segredo está no ritmo imposto pelo cineasta, um mestre em contar histórias. As cenas vão se conectando de forma tão fluída, numa perfeita sintonia entre imagens, diálogos e trilha sonora. Parasita é a prova de que poder das imagens é capaz de romper fronteiras e dialogar com expectadores de diferentes culturas. Este é o seu mérito.
Aliás, romper fronteiras é um assunto que a equipe da produtora de vídeo, Rush Vídeo entende muito bem. Com DNA legitimamente campineiro, afinal somos uma produtora de vídeo em Campinas há mais de vinte anos, mesmo estabelecida fora do eixo Rio-São Paulo, vem conquistando grandes clientes, de marcas reconhecidas em todo o país. E assim como o filme sul coreano vem mostrando ao longo de sua trajetória que na linguagem da produção audiovisual, seja ela um institucional, um filme publicitário, um vídeo de treinamento ou um programa em vídeo para o youtube, o sotaque pouco importa, desde que a produção esteja bem estruturada, com cadência e fluidez. Esta é a mágica que permite a conexão com a audiência.
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