Quando o assunto é conteúdo, os vídeos são a principal tendência do momento, independente do player, seja mídias sociais, site institucional, plataforma de EAD ou ferramentas de mensagem. Educar, entreter, inspirar e informar, são algumas das funções dos vídeos online que, não por acaso, se estabeleceram como uma das mais potentes ferramentas do marketing na internet, representando 82% do seu tráfego, de acordo com a Cisco, líder mundial em TI. Mas a sua força não para por aí. Nas redes sociais, a taxa de compartilhamento é 1200% superior se comparada a imagens e textos juntos. incluir um vídeo numa landing page pode aumentar as taxas de conversão em até 80% e em e-mails amplia entre 200 e 300% o índice de cliques. Adicionado a um website, estende para 53% as chances de o mesmo figurar na primeira página do Google. Isso sem mencionar que o poder de retenção da sua mensagem, segundo estudos, é 95% superior se comparado a um texto. Um reinado que, sem dúvida, foi antecipado pelas transformações impostas pela pandemia, que afetaram os canais e os formatos de conteúdo, afinal é um meio poderoso para fortalecer a conexão com a audiência em tempos de distanciamento social. 

A Rush, produtora localizada em Campinas, interior de São Paulo, há quase três décadas no mercado, acompanhou de perto mais esta transformação do cenário audiovisual e separou algumas das mais atuais tendências para vídeos on-line.  

 

Transcrição do Conteúdo

A importância da transcrição dos vídeos já foi abordada em artigos anteriores. Para começar, as legendas ou Closed Caption – que é a transcrição das falas disponibilizada com a descrição de elementos sonoros importantes à narrativa, como aplausos, gritos e até o silêncio, recurso que permite, apesar da ausência de som, usufruir da experiência completa com o conteúdo –  são ferramentas inclusivas que ampliam o acesso aos deficientes auditivos. São válidas também em circunstâncias onde não é possível se valer do recurso do áudio. 

 

Segundo estudo da Verizon Media, 92% dos usuários assistem vídeos com som desligado nos dispositivos móveis – além disso, muitas plataformas padronizaram a visualização sem áudio do conteúdo na timeline. A legenda e o Closed Caption ajudam ainda a garantir o entendimento do que está sendo falado, num mundo onde estamos cercados de tantas distrações e estende a compreensão para pessoas que não falam o idioma nativo do conteúdo, o que pode aumentar as conversões. Já em termos de SEO, beneficia o ranqueamento, uma vez que ajudam a ampliar a audiência. Mas para ter sucesso apesar da ausência de áudio, é imprescindível apostar na originalidade de imagens, infográficos e outros recursos que ajudam na compreensão.

 

Realidade Virtual

A realidade virtual, onde o expectador se sente parte do cenário, não é propriamente uma novidade. O que está sofrendo mudanças são as facilidades de acesso para a realização de conteúdos usando esta tecnologia. Hoje, já é possível gravar esse tipo de vídeo com recursos de gravação em 360 graus. E embora exija a obtenção de um headset específico para ser assistido, estes estão cada vez mais ao alcance de todos. Para se ter uma ideia, é possível encontrar o Google Cardboard, modelo de óculos 3D usado para acessar conteúdos em VR, em e-commerces brasileiros a partir de R$ 12,00. 

 

Transmissão ao vivo

A convergência destas transmissões com chats ao vivo, que permitem a interação instantânea da audiência com o conteúdo é uma das vantagens deste formato, que ganhou fôlego com o avanço da banda larga em desktops e dispositivos móveis, garantindo velocidade de conexão cada dia mais alta. 

 

Para se ter uma noção, basta citar que desde o lançamento do Facebook Live Video em 2015, a popularidade do recurso cresceu 330% e hoje os vídeos ao vivo são responsáveis por cerca de 13% do total de tráfego em vídeo de toda a internet. YouTube, Twitch, Livestream e Periscope são outras plataformas que aderiram a tendência. 

 

Duração reduzida

Este é outro tema sobre o qual já discorremos por aqui. A grande oferta de conteúdo e as inúmeras distrações do mundo on-line acabam colaborando para que o usuário não tenha muita paciência de se prender em vídeos longos. Na verdade, pesquisas revelam que dois terços desta audiência preferem vídeos com duração inferior a 60 segundos. Por aqui, ainda temos como agravante o fato de que a velocidade da internet móvel, apesar de estar em evolução, ainda não atinge a maior parte da população. A solução é dividir o conteúdo em vídeos mais breves e incluí-los numa playlist. 

 

Humor

O humor é uma das melhores soluções para engajar o público e viralizar. Vídeos sisudos, que não despertam emoções, tendem a não cativar a audiência que, dificilmente, chegará até o final. Obviamente, existem circunstâncias em que é necessário recorrer a sobriedade. Mas, mesmo assim, sempre é possível inserir uma pitada de descontração. 

 

Direto ao ponto

Nada mais cansativo, do que um conteúdo que não vai direto ao ponto. Aliás, sobre este tema, é importante ressaltar que a maioria dos usuários fecha os vídeos durante os 10 primeiros segundos de reprodução. Por isso, é preciso ser rápido em cativar a audiência. Fuja de vinhetas rebuscadas e introduções muito longas. Faça uma abertura rápida, apresentando o que vai ser mostrado. Recorrer a exposição de um problema, ajuda a angariar empatia. Outra opção é propor, logo no início, a resposta para uma pergunta relevante. A dica aqui é surpreender para encantar. O título, por sua vez, deve traduzir aquilo que será mostrado. Qualquer distorção neste sentido pode servir de gatilho para o fechamento do vídeo. Afinal, ninguém gosta de se sentir enganado. 

 

O poder do storytelling

A audiência se interessa por histórias. Então mesmo que a função do vídeo seja apresentar um produto ou serviço é preciso inserir esta mensagem dentro de um contexto que comova e engaje o espectador, retendo assim a sua atenção. O formato tradicional de anúncios hoje já não funciona com a mesma eficiência. Aqui vale investir em recursos literários e cinematográficos, como a criação de um protagonista, plot twists (mudança radical na direção esperada ou prevista da narrativa), bastidores, conflitos, crises e um clímax que arremate toda a ação apresentada.

 

Conteúdo gerado pelo usuário

Na era dos smatphones, a frase “uma câmera na mão e uma ideia na cabeça”, proferida pelo cineasta brasileiro Glauber Rocha, há mais de cinquenta anos, nunca fez tanto sentido. Hoje qualquer um pode se transformar num produtor de conteúdo. E percebendo o potencial disso, gigantes como Netflix e Disney, entenderam que este material é bem-vindo, que pode ajudar numa aproximação com a audiência. Promoções, eventos e inovações são formas de incentivar os usuários na criação de conteúdos, que podem ser aproveitados de diversas formas, como veiculação em redes sociais ou inserção em algum outro tipo de material a ser produzido.

 

SEO

O Searching Engine Optimization (SEO) é muito popular no marketing de conteúdo, principalmente quando se trata da criação de artigos, como este que você está lendo. Porém, os mecanismos de buscas são igualmente importantes no ranqueamento de vídeos, que também constam dos resultados de pesquisas do Google. Além disso, o YouTube e outras plataformas sociais possuem seus próprios sistemas de ranqueamento baseados em palavras-chave, por isso o uso de keywords relevantes nos títulos, além de tags e descrição é tão importante. 

 

Para completar, vale estar atento as boas práticas, sendo a mais importante a não violação das regras de direitos autorais, que pode acabar banindo o vídeo das plataformas, além da possibilidade de gerar dor de cabeça por conta de processos judiciais.