A tecnologia no cinema, bom ou mau ?

Por Toni Ferreira

Quando falamos em cinema e vídeo digital, não podemos deixar de pensar em Toy Story, 1995, na trilogia Matrix e Avatar, por exemplo. Esses foram algumas das produções que fizeram parte da revolução tecnológica no cinema, exigindo menos de muitos atores e atrizes e substituindo o talento humano pelo tecnológico. Isso fica restrito apenas ao vídeo?

A resposta é não. Digo isso pois fotografei por muitos anos utilizando câmeras como Roleyflex, Mamya 645, Zenzabronika, Nikon F2, entre outras, utilizando rolos e mais rolos de filmes. Naquela época, separava-se homens de meninos, pois tínhamos que dominar completamente a técnica e o equipamento. Existia emoção na hora de produzir uma “simples” fotografia de um evento, pois o profissional não tinha a opção de deletar a foto e fazer outra, se não ficasse boa, não tinha essa de Photoshop, vamos fotografar em haw que depois dá pra corrigir quase tudo. Existiam profissionais bons e outros nem tanto, fotografias espetaculares, médias e medíocres.

Voltando a falar de vídeo produção, e do lado bom da evolução tecnológica, hoje tudo o que pensamos é possível produzir. As máscaras de macacos utilizadas por pelos atores, no seriado Planeta dos Macacos de 1974, um grande sucesso da época, foram substituídas por uma animação impressionante, pelo alto grau de realismo. A cena que finaliza o segundo filme da nova produção, onde a câmera fecha em big close nos olhos de César, a quantidade de detalhes nos faz pensar até onde podemos chegar !!!

Essa resposta obviamente fica a cargo da imaginação de cada um. Na minha modesta opinião, entendo que outras novidades estão por vir, mas esperando sempre que bons filmes continuem sendo produzidos, com tecnologia sim, mas com a essência de nós humanos, com alma.

Pois mesmo em filmes apenas voltados para o entretenimento, como O Homem Aranha, encontramos algum conteúdo do qual conseguimos tirar proveito, como na frase do tio de Peter Parker “Com grandes Poderes, vem grandes responsabilidades”