OSCAR 2024: CONHEÇA OS VENCEDORES DO MAIOR PRÊMIO DO CINEMA MUNDIAL
A maior premiação do cinema mundial aconteceu no último dia 10 de março, diretamente do
Dolby Theatre, em Los Angeles. A 96ª edição do Oscar ocorreu sem grandes surpresas,
consagrando “Oppenheimer”, sobre o cientista que liderou o Projeto Manhattan, responsável
pela criação da bomba atômica, como o grande vencedor da noite, com sete estatuetas:
melhor filme, diretor para Christopher Nolan, ator para Cillian Murphy, ator coadjuvante para
Robert Downey Jr., além dos prêmios de melhor montagem, direção de fotografia e trilha
sonora original. Para quem ainda não assistiu, o longa está disponível na Claro TV+ ou para
locação através das plataformas Claro Vídeo, Apple TV e Prime Video.
Apesar de ser o grande favorito e ter arrebatado a maioria dos prêmios, Oppenheimer
concorria com produções de alto nível, igualmente merecedoras do reconhecimento da
Academia de Cinema de Hollywood. Mas fazer justiça aos méritos exclusivamente artísticos
dos concorrentes não é o único critério de avaliação. O lobby dentro da indústria é de grande
peso. Desta forma, “Assassino da Lua das Flores”, de Martin Scorsese, aoesar de excepcional,
acabou não conquistando nenhuma das onze indicações (disponível na Apple TV). O mesmo
vale para “Anatomia de Uma Queda”, que ficou apenas com o troféu de melhor roteiro original
e teve um dos seus protagonistas, o cachorro Messi, como uma das grandes atrações da noite.
O prêmio de roteiro adaptado foi para “Ficção Americana”. “Maestro” e “Vidas Passadas”,
ambos também indicados a melhor filme, saíram de mãos vazias da premiação.
Já “Pobres Criaturas” fez história ao ganhar três Oscars consecutivos, todos merecidíssimos:
cabelo e maquiagem, direção de arte e figurino. E sua protagonista, Emma Stone, um dos
nomes mais influentes e reconhecidos de Hollywood, foi eleita a melhor atriz, conquistando
sua segunda estatueta. Ela já havia vencido em 2017 pelo seu papel em “La La Land” (2016). O
filme, aliás, estará disponível no Star+ a partir de 20 de março e merece a atenção de quem
ainda não teve oportunidade de conferir. É uma produção arrebatadora e a personagem Bela
Baxter, vivida por Stone, já nasceu memorável. O Oscar de coadjuvante foi para Da'Vine Joy
Randolph, de "Os Rejeitados". Mulher preta e fora do padrão corporal, que privilegia corpos
magros e esguios, ela fez um discurso que emocionou os presentes. “Eu sempre quis ser
diferente e agora percebo que eu só tinha de ser eu mesma. E agradeço por terem me visto”,
disse a atriz .
Academia esnoba o fenômeno Barbie
“Barbie” (disponível no Max), apesar do grande sucesso de público, acabou sendo esnobado
conquistando apenas a o prêmio de melhor canção para “What Was I Made For?”, de Billie
Eilish. A cantora, de 22 anos, se tornou assim a pessoa mais jovem da história da premiação a
ter dois Oscars. É também a quarta artista com menos de 30 anos a levar dois prêmios para
casa. Mas um dos pontos altos da noite foi a apresentação do ator Ryan Gosling que
interpretou a canção com "I'm just Ken", indicada pelo mesmo filme.
Discursos
O excelente "Zona de Interesse" faturou o Oscar de melhor filme internacional e o seu diretor,
Jonathan Glazer, com a estatueta na mão, citou a guerra em Gaza em seu discurso. Segundo
ele, as pessoas neste local estão sofrendo um processo de desumanização, tema tratado de
forma brilhante em seu longa.
O roteiro primoroso de “Zona de Interesse” é ambientado durante a Segunda Guerra Mundial
e mostra o cotidiano do comandante de Auschwitz, Rudolf Höss, de sua esposa, Hedwig e
filhos, que levam uma vida idílica numa confortável casa, vizinha ao campo de concentração
onde judeus eram cruelmente exterminados em câmaras de gás. Com um registro documental,
o diretor mostra a desumanização dos personagens que em troca de uma posição privilegiada
ignoram os horrores que eram praticados do outro lado do muro. Em cena, a fumaça que
emana das chaminés de Auschwitz é tão densa que é capaz de sufocar o espectador.
O diretor ucraniano Mstyslav Chernov vencedor do documentário "20 dias em Mariupol" – que
acompanha o esforço de uma equipe de jornalistas ucranianos presos na cidade sitiada de
Mariupol para seguir com o seu trabalho de documentação das atrocidades da guerra –
também usou seu discurso para falar sobre o conflito contra a Rússia. "Este é o primeiro Oscar
na história da Ucrânia", afirmou. "Mas eu serei provavelmente o primeiro diretor neste palco a
dizer que eu desejava nunca ter feito esse filme. Eu gostaria de poder trocar isto pela Rússia
nunca ter invadindo a Ucrânia, nunca ocupado nossas cidades", afirmou, arrancando aplausos
da plateia.
Confira abaixo a relação dos vencedores:
Melhor filme – Oppenheimer
Melhor atriz – Emma Stone – Pobres Criaturas
Melhor direção – Christopher Nolan – Oppenheimer;
Melhor ator – Cillian Murphy – Oppenheimer
Melhor canção original – What Was I Made For?, Billie Eilish e Finneas – Barbie
Melhor trilha sonora – Ludwig Göransson – Oppenheimer
Melhor som – Zona de Interesse
Melhor curta-metragem – The Wonderful Story of Henry Sugar
Melhor fotografia – Hoyte van Hoytema – Oppenheimer
Melhor documentário – 20 Dias em Mariupol
Melhor documentário em curta-metragem – The Last Repair Shop
Melhor montagem – Oppenheimer
Melhores efeitos visuais – Godzilla Minus One
Melhor ator coadjuvante – Robert Downey Jr. – Oppenheimer
Melhor filme internacional – Zona de Interesse – Reino Unido
Melhor figurino – Holly Waddington – Pobres Criaturas
Melhor direção de arte – Pobres Criaturas
Melhor maquiagem e cabelo – Pobres Criaturas
Melhor roteiro adaptado – Ficção Americana
Melhor roteiro original – Anatomia de uma Queda
Melhor animação – O menino e a Garça
Melhor curta de animação – War Is Over! Inspired by the Music of John & Yoko
Melhor atriz coadjuvante – Da'Vine Joy Randolph – Os Rejeitados
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