CONHEÇA OS PRIMEIROS FILMES DE TERROR DA HISTÓRIA DO CINEMA
Os filmes de terror frequentemente se beneficiam de uma série de técnicas
cinematográficas para criar uma atmosfera assustadora e envolvente. O uso de iluminação
sombria e contrastante é comum, criando sombras e realçando elementos aterradores na
tela. Trilhas sonoras intensas e dissonantes ajudam a aumentar a tensão e a ansiedade do
público, enquanto o uso habilidoso do som, como sussurros, rangidos e silêncios
repentinos, pode ser igualmente eficaz para provocar medo. A edição também desempenha
um papel crucial, permitindo a construção de suspense por meio de cortes precisos e timing
cuidadoso. Além disso, a escolha de ângulos de câmera, composição de quadros e
movimentos de câmera pode criar perspectivas desconfortáveis e revelações
surpreendentes, tornando a experiência do espectador ainda mais aterrorizante. Em suma,
as técnicas cinematográficas desempenham um papel vital na criação da atmosfera e no
impacto emocional dos filmes de terror.
Neste artigo, exploraremos os primeiros filmes de terror já produzidos no mundo.
Você está preparado?
“Le Manoir du Diable” (1896) – Georges Méliès
Filme que é considerado o primeiro filme de horror da história. Mostra a luta de Mefisto com
um cavaleiro. O filme contém muitos elementos tradicionais de pantomima e foi
intencionalmente feito tendo em vista entreter as pessoas, mais do que assustá-los. Apesar
disso, é considerado o primeiro filme de terror da história.
“Frankenstein” (1910) – J. Searle Dawley
Henry Frankenstein, um cientista louco, vagueia à noite pelo cemitério procurando membros
de diversos cadáveres para costurá-los e formar um único homem, mas para dar vida a este
ser monstruoso, um cérebro é necessário. Após uma confusão de Fritz, seu assistente, ele
acaba colocando na criatura um cérebro criminoso. Mesmo com sua família e amigos
tentando fazê-lo desistir deste experimento, Henry infunde vida na criatura, que escapa para
a cidade e começa a causar estragos.
“O Gabinete do Dr. Caligari” (1920) – Robert Wiene
Em um pequeno vilarejo da fronteira holandesa, um misterioso hipnotizador, Dr. Caligari,
chega acompanhado do sonâmbulo Cesare que, supostamente, estaria adormecido por 23
anos. À noite, Cesare perambula pela cidade, concretizando as previsões funestas do seu
mestre, o Dr. Caligari.
“Nosferatu” (1922) – F.W. Murnau
O corretor de imóveis Hutter precisa vender um castelo cujo proprietário é o excêntrico
conde Graf Orlock. O conde, na verdade, é um vampiro milenar que espalha o terror na
região de Bremen, na Alemanha e se interessa por Ellen, a mulher de Hutter.
“O Monstro” (1925) – Roland West
Com a missão de seduzir e desmascarar o principal suspeito de ser o maníaco sexual que
vem atacando mulheres, uma policial é infiltrada usando um disfarce.
“O Golem” (1920) – Paul Wegener
Em meados do século 19, uma comunidade judaica da cidade de Praga é ameaçada por
um decreto do imperador. Na tentativa de salvar seu povo da desgraça, o Rabino Loew dá
vida a um Golem.
“A Queda da Casa de Usher” (1928) – Jean Epstein
Roderick Usher acredita que sua família foi amaldiçoada com uma incurável loucura. Esta
convicção o leva a tentar impedir de todas as maneiras o casamento de sua irmã Madeline
com o noivo Winthrop, a fim de evitar a continuidade da herança maldita.
“O Médico e o Monstro” (1920) – John S. Robertson
O Dr. Jekyll faz experiências com a natureza humana e acredita que o lado bom e ruim de
cada personalidade pode ser alterado quimicamente. Ao testar um soro em si mesmo, ele
liberta o seu cruel alter ego, o Sr. Hyde, e faz da jovem Ivy a sua vítima.
“A Máscara de Ferro” (1929) – Allan Dwan
No início do século 18, o cartógrafo Jonathan Green é ordenado para mapear o extremo
oriente russo. Ele parte então em uma jornada que desafia a morte ao redor do globo.
“O Homem que Ri” (1928) – Paul Leni
Herdeiro de um ducado, Gwynplaine é seqüestrado quando garoto e, por ordem do rei, ele
fica com o rosto esculpido num perpétuo sorriso macabro. Quando cresce, acaba virando
atração de circo como palhaço.
Esses são apenas alguns dos primeiros filmes de terror que contribuíram para a
evolução do gênero. Ao longo do tempo, o cinema de terror continuou a se desenvolver,
incorporando novos temas, estilos e tecnologias para aprimorar a experiência do
espectador. No entanto, esses filmes pioneiros ainda são lembrados como marcos
importantes na história do cinema de terror. Os filmes de terror continuam a ser uma parte
vital e fascinante da indústria cinematográfica, explorando os medos mais profundos da
humanidade e desafiando nossos limites psicológicos. E, enquanto o gênero se transforma
e se reinventa com o tempo, sua capacidade de assombrar e entreter permanece inegável,
garantindo que os filmes de terror continuem a nos surpreender e aterrorizar por muitas
gerações vindouras.
RushVideo – Ideias em Movimento



