ANÚNCIOS EM GRANDES CANAIS DE STREAMING ABREM
MAIS UMA VIA DE ACESSO AO CONSUMIDOR

 

Não é de hoje que a forma de consumir conteúdo audiovisual está mudando no Brasil.
Primeiro, foi o cabo que chegou com uma nova proposta de programação, segmentada em
uma infinidade de canais. Com públicos bem delineados, estes canais permitiram que, pela
primeira vez, o mercado publicitário conseguisse interagir com nichos específicos. A novidade,
obviamente, refletiu no desenvolvimento das campanhas e no modelo dos comerciais
veiculados, que agora podiam ser mais focados no público-alvo. Com a chegada do streaming,
o cabo entrou em franco declínio – uma tendência que vem sendo diagnosticada desde
novembro de 2014- e hoje são as plataformas que reinam absolutas. E se até há pouco tempo
ainda não era possível anunciar em alguns destes canais, hoje a realidade é outra. A Netflix,
líder absoluta deste mercado, desde o final de 2022 oferece um plano básico, com anúncios. O
movimento cria um caminho sem volta, já trilhado em outros países. E, mais uma vez, é
preciso se adaptar.

Números

Uma pesquisa realizada pelo Twitter no segundo semestre do ano passado, mostrou que 82%
dos seus usuários assina algum canal de streaming, sendo que a Netflix lidera o ranking com
85%, seguida pela Amazon Prime Video (59%), Globoplay (53%), Disney+ (41%), HBO Max
(41%), YouTube Premium (34%), Star+ (19%), Apple TV+ (11%) e Mubi (2%). Vale destacar que
muitos usuários assinam mais de uma plataforma. Já um estudo realizado pelo IAB e a Kantar
IBOPE Media revelou que só em 2021 foram investidos R$ 30,2 bilhões em anúncios digitais no
Brasil. Entre as formas de divulgação, o vídeo foi o mais utilizado com 37% e as redes sociais o
maior meio de veiculação com 54%. Portanto, se alguém ainda tinha alguma dúvida, agora é
inegável que os anúncios em vídeo são uma tendência que veio para ficar e que só tendem a
escalar com o streaming, agora também um potente canal de veiculação.

Tráfego Pago

A exemplo do que acontece nas redes sociais, como Facebook e Instagram, onde a empresa
investe dinheiro para que o comercial produzido alcance o seu público alvo de forma
programada, a Netflix comercializa seus anúncios através de um CPM (custo por mil
impressões). Ou seja: cobra dos anunciantes um valor pré-determinado a cada mil
visualizações. Entretanto, a plataforma exige o fechamento de contratos de 11 meses, sendo
que as cotas iniciais foram comercializadas antes mesmo de a novidade entrar em vigor,.
Mas ao contrário de outros serviços de vídeo com veiculação de publicidade,
como GloboPlay e YouTube, os usuários que aderirem ao plano básico, com anúncios, não
poderão "pular" o vídeo publicitário, que serão apresentados sempre em versões de 15 ou 30
segundos, sendo que a veiculação ocorrerá, obrigatoriamente, no início e no meio da exibição
da atração selecionada, com frequência de marca limitada a uma vez por hora e três vezes por
dia – garantindo assim uma repetição mínima da mensagem. Vale destacar ainda que o plano
básico, com anúncios, contempla apenas os títulos originais da plataforma e as produções já
licenciadas para este novo formato.

Lições

Contudo, o que se pretende reforçar aqui é que hoje os vídeos não podem mais ficar de fora
das estratégias de marketing das empresas, independente do porte e segmento, e que estas
precisam analisar cuidadosamente não apenas as mídias que pretendem utilizar em cada uma

de suas campanhas, que agora ganham o reforço do streaming, mas também os filtros
oferecidos, muitos amparados em ferramentas de inteligência artificial e análise de dados. Não
há mais espaço para decisões empíricas. Para uma boa conversão é necessário conhecer o
público-alvo, suas dores e desejos, não se esquecendo de que é preciso gerar envolvimento,
indo muito além da exibição pura e simples das vantagens de determinado produto ou serviço.

Rush Video – Ideias em Movimento