UM NOVO CAPÍTULO NA ENTRETENIMENTO: O METAVERSO E A TRANSFORMAÇÃO DO CONSUMO DE STREAMING
Até pouco tempo atrás, o uso cotidiano da Inteligência Artificial, presente em assistentes virtuais, como a Siri e Alexa, ou ainda nos algoritmos usados pelos players para sugestões de filmes ou músicas, compras on-line, serviços bancários como PIX, entre outros exemplos, pareciam pertencer a uma realidade distante. Entretanto, já são tão corriqueiros que usualmente nem nos lembramos de como a vida era um tanto mais complexa sem estas facilidades. Portanto, não é exagero afirmar que num futuro, não tão longínquo, a convergência entre o mundo real e o digital, impulsionada por avanços em realidade virtual (RV) e aumentada (RA), estará acessível para experiências de streaming mais imersivas, personalizadas e socialmente mais agregadoras. Num cenário otimista, com investimentos massivos em tecnologia e uma rápida adaptação do público, a expectativa é que poderíamos ver uma integração significativa do metaverso ao streaming nos próximos 5 a 10 anos. Num contexto mais conservador e realista, considerando os desafios técnicos e sociais, a integração pode levar um tempo maior, estimado por especialistas entre 10 e 15 anos.
A verdade, é que os desafios para uma escalada são inúmeros. Na esfera tecnológica, a conectividade 5G, por exemplo, é pré-requisito fundamental para oferecer experiências imersivas de alta qualidade. Para isso, é essencial investir numa adaptação da infraestrutura com a expansão da internet de alta velocidade e a construção de centro de dados capazes de suportar a demanda crescente de dados. Além disso, é preciso haver a disposição dos usuários em adotar novas tecnologias com a transposição de barreiras, como o alto custo dos equipamentos e a curva de aprendizado. Mas enquanto este admirável mundo novo não se torna realidade, podemos sonhar com o que está por vir.
Personalização Extrema
A personalização é um pilar fundamental com algoritmos avançados analisando os dados de cada usuário para criar experiências totalmente personalizadas, o que promete gerar muita controvérsia, afinal os realizadores precisarão estar dispostos a oferecer aos espectadores alternativas distintas das inicialmente imaginadas por eles, com desfechos diferenciados e narrativas que se adaptam às escolhas individuais.
A Imersividade como Novo Padrão
A imersividade é uma das principais transformações que o metaverso deve agregar ao streaming. Ao invés de assistir passivamente a um filme ou série em uma tela bidimensional, como é feito hoje, os usuários poderão se transportar para dentro das histórias, interagindo com os personagens e ambientes. Imagine ser inserido num estádio virtual para assistir a um show do seu artista preferido, podendo, inclusive, escolher o local onde irá se posicionar e até mesmo tendo a possibilidade de interagir com outros espectadores. É uma hipótese para lá de sedutora.
Experiências Sociais
Plataformas de streaming também poderão criar espaços virtuais onde será possível promover reuniões entre os usuários para debater seus programas favoritos, participar de eventos e até mesmo co-criar conteúdo. A sensação de comunidade neste modelo será intensificada, aproximando ainda mais os fãs de seus artistas e criadores de conteúdo preferidos.
Novos Modelos de Negócios
Para os negócios, o metaverso promete abrir um novo leque de possibilidades que vão desde a criação de experiências de marca mais imersivas, oferecendo produtos e serviços virtuais que complementem seus produtos físicos, até novas formas de monetização, como a venda de itens virtuais, o oferecimento de experiências exclusivas e a criação de comunidades pagas.
No entanto, é importante lembrar que o metaverso ainda está ensaiando seus primeiros passos, demandando altos investimentos para que se torne uma realidade acessível. A seu favor, temos a tendência ao barateamento progressivo das tecnologias a medida que vão se popularizando e a escalada tem acontecido em ritmo vertiginoso. Há de se considerar também, as inúmeras possibilidades de monetização. Por outro lado, vai exigir um esforço hercúleo na criação de conteúdos e no desenvolvimento de experiências cada vez mais elaboradas. Contudo, uma coisa é certa: o metaverso já é uma realidade e, no futuro, terá um impacto profundo na maneira como nos divertimos e nos relacionamos com o mundo digital. A dúvida é: quanto tempo ainda teremos que esperar.
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