APPLE TV INVESTE NA PRODUÇÃO DE FILMES ORIGINAIS E LANÇA NOS CINEMAS NOVO LONGA DE MARTIN SCORSESE

 

Em 19 de outubro chega aos cinemas brasileiros, “Assassinos da Lua das Flores”, novo longa de
Martin Scorsese, estrelado por Leonardo DiCaprio. O filme, baseado no livro best-seller
homônimo de David Grann, autor de "Z: A Cidade Perdida", é uma produção da Apple Original
Films. Com isso, a gigante da tecnologia segue os passos de outras plataformas, que já
adotaram a estratégia como forma de atrair não apenas assinantes, mas garantir que grandes
nomes da indústria cinematográfica estejam associados as suas marcas. Foi assim com "O
Irlandês", produção anterior do mesmo Scorsese, financiada pela Netflix e com “Avatar: O
Caminho da Água”, segundo longa da franquia de James Cameron, que chegou às telas pelas
mãos da Disney, com a chancela de ser a sequência de uma das maiores bilheterias mundial. Já
a Amazon Prime Video investiu em “CODA” e acabou faturando, inclusive, o Oscar de Melhor
Filme. Mas estes são apenas alguns dos inúmeros exemplos de uma tendência que parecer ter
vindo para ficar. Ao bancar os projetos, os players garantem a exclusividade de exibição em
suas plataformas, imediatamente após estas películas serem exibidas nos cinemas e assim
atrai a atenção da audiência, criando uma conexão com o streaming, um movimento que,
inclusive, já está gerando a perda de receita pelos estúdios tradicionais.

Planos Ambiciosos

A Apple, no primeiro trimestre de 2023, anunciou um plano ambicioso que prevê o aporte de
US$ 1 bilhão por ano na produção de títulos originais. A empresa ainda não divulgou detalhes
sobre os próximos projetos que serão produzidos com esse investimento. No entanto, é sabido
que alguns longas já estão em andamento, como o suspense "Argylle", dirigido por Matthew
Vaughn, e o drama histórico "Napoleão", sob a batuta de Ridley Scott. No que se refere à
distribuição, a Apple driblou a falta de experiência firmando um contrato com Paramount
Pictures, onde “Assassinos da Lua das Flores”, começou a ser desenvolvido. O tradicional
estúdio ficará responsável pelo seu lançamento nos cinemas, abocanhando assim 10% das
receitas. A distribuição, aliás, não é uma dificuldade exclusiva da Apple e as plataformas
seguem buscando formas de executar o processo de forma mais eficaz.

Vantagens

O público, por sua vez, acaba tendo como bônus filmes de qualidade, com uma maior
variedade, abrindo espaço espaço para produções de diferentes gêneros e culturas, o que está
levando a uma maior diversidade na produção cinematográfica. Com preços acessíveis e
grande mobilidade, pois podem ser acessadas por tablets e smartsphones, as plataformas
também têm um alcance global, o que está levando a uma maior democratização da cultura
cinematográfica.

O filme

Scorsese e DiCaprio começaram a desenvolver a produção há sete anos, quando os direitos do
livro foram adquiridos por US$ 5 milhões. O filme, que tem roteiro assinado pelo veterano Eric
Roth (vencedor do Oscar por "Forrest Gump"), disseca uma sucessão de misteriosos

assassinatos durante o boom do petróleo da década de 1920 na região de Oklahoma, nos
Estados Unidos.

A trama gira em torno do massacre da nação indígena Osage, durante a década de 1920.
Considerado "um dos crimes mais chocantes da história americana", a morte de quase todos
os membros da tribo ocorreu pouco depois da descoberta de petróleo em suas terras. O caso
gerou uma das primeiras grandes investigações da história do FBI, fundado em 1908.

E como a moda veio mesmo para ficar, em breve, chega a Netflix, o mais novo trabalho do
diretor David Fincher (Clube da Luta), estreado por Michael Fassbender. O longa, um
suspense noir, foi exibido no 80º Festival Internacional de Cinema de Veneza e deve ter uma
breve exibição em algumas salas a partir de 27 de outubro. Com roteiro assinado por Andrew
Kevin Walker, a produção é uma adaptação da graphic novel francesa que segue os passos de
um assassino de aluguel (Michael Fassbender). E assim, com grandes produções e nomes
consagrados, as plataformas vão seduzindo a audiência, ampliando suas bases de assinantes e
também se firmando como produtoras de cinema.

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