2015 foi o ano em que grandes blockbusters de Hollywood, que conseguiram unir sucesso de bilheteria a elogios da crítica (foi assim com “Mad Max: Estrada da Fúria”, “Jurassic World”, “Velozes e Furiosos 7”, “Missão: Impossível – Nação Secreta” e “Star Wars: O Despertar da Força”), e a diversidade foi a palavra de ordem, quais serão as principais tendências que dominarão os cinemas em nos próximos anos?
Se verificarmos os lançamentos de 2015 e 2016 podemos ter uma ideia do que vem pela frente, afinal está cada vez mais frequente os filmes de Hollywood baterem recordes históricos e ultrapassarem a cobiçada barreira do 1 bilhão de dólares.
Vamos ver algumas dessas tendências:
A vez das garotas
Hollywood finalmente aprendeu que filmes protagonizados por mulheres podem trazer grandes bilheterias, mesmo (e, talvez, especialmente) fora dos gêneros tradicionalmente reservados a elas – como romances e comédias românticas, foi como visto no último Star Wars e Malévola, por exemplo. Em 2016, vemso elencos femininos em comédias (“Ghostbusters”, “Irmãs”, “Como Ser Solteira”, “O Bebê de Bridget Jones”), filmes de ação (“A 5ª Onda”, “Orgulho e Preconceito e Zumbis”, “The Assassin”), biografias (“Joy”) e animações (“Moana”).
Desenhos, só se tiver animais fofos e falantes
Os animais têm povoado Hollywood há décadas, mas nenhum ano foi tão marcado pelo tema quanto em 2016, com pelo menos dez títulos protagonizados por animais ou ambientados em mundos selvagens. São eles: “O Bom Dinossauro”, “Zootopia”, “Pets – A Vida Secreta dos Bichos”, “Snoopy & Charlie Brown – Peanuts, O Filme”, “Kung Fu Panda 3”, “Mogli – O Menino Lobo”, “Angry Birds”, “Procurando Dory”, “A Era do Gelo 5” e “Norm of the North”.
Heróis lutando entre si, vilões desajustados e anti-heróis chegando ao cinema
Heróis e vilões terão seus papeis questionados nas grandes franquias da DC e da Marvel, desde Guardiões da Galáxia, foi mostrado que os desajustados podem fazer sucesso. E Deadpool quebrou todos os records, com um filme cheio de violência  e palavrões, sendo uma exceção de bilheteria entre os filmes para maiores de 18 anos, depois “Batman vs Superman”, mostrou os dois super-heróis como inimigos numa batalha pelo direito de proteger os humanos. “Capitão América: Guerra Civil”, colocou o “time Capitão” contra o “time Homem de Ferro” numa guerra política. Por último, os vilões da DC são recrutados para ajudar o governo em “Esquadrão Suicida”, colocando suas personalidades psicóticas a favor de um bem maior.
Spin-offs
Esqueçam a linearidade das franquias nos cinemas de Hollywood. A tendência agora é contar histórias paralelas dentro de um mesmo universo ficcional, desenvolvendo diferentes personagens que não teriam espaço na trama central. Se isso já apareceu em 2015 com “Minions”, “Homem-Formiga” e “Os Pinguins de Madagascar”, em 2016 a saga continua. “Creed”, “Star Wars: Rogue One”, “Esquadrão Suicida”, “O Caçador e a Rainha do Gelo” e “Animais Fantásticos e Onde Habitam” são alguns dos filmes que seguem essa linha.
Continuação de clássicos
Esta não é uma tendência nova, mas é algo que deve continuar com força nos próximos anos. Enquanto as novas franquias, como “Jogos Vorazes” e “Divergente”, chegam aos seus episódios finais, antigos sucessos ganham sequências depois de muitos anos, apostando na nostalgia do público. “O Tigre e O Dragão: Sword of Destiny” (Netflix), “Independence Day: O Ressurgimento”, “Procurando Dory”, “Jurrasic World”, “Caça Fantasmas”, “Casamento Grego 2” e “O Bebê de Bridget Jones” são alguns dos lançamentos que comprovam a tendência.
Video-Games na telona
Parece que os filmes baseados em games ganharam uma nova chance, depois de vários fracassos no passado, parecia que a única franquia que conseguiria manter o sucesso é Resident Evil, porém com a chegada de filmes como Angry Birds, Ratchet & Clank, World of Warcraft, Assassin’s Creed, Tomb Raider e Hitman o cenário parece mais favorável, com investimentos em efeitos especiais e maior fidelidade com as histórias originais.