VOCÊ SABE QUAIS SÃO AS DIFERENÇAS ENTRE UM VIDEOMAKER E UM FILMMAKER?

 

Com os vídeos em ascensão crescente dentro do universo virtual, as profissões relacionadas a produção de conteúdo audiovisual vão atraindo cada vez mais pessoas dispostas a se profissionalizarem nesta área. E com isso, as dúvidas sobre as funções desempenhadas pelos diferentes profissionais deste segmento vão surgindo. Você sabe, por exemplo, quais são as diferenças entre um videomaker e um filmmaker? Em linhas gerais, até a chegada da era digital, a distinção estava explícita na própria designação: filmmaker era aquele que produzia filmes para cinema e televisão e videomaker, aquele que fazia vídeos, como institucionais e filmagens de eventos. Mas com a evolução da demanda, impulsionada pelo marketing digital e o crescimento exponencial das plataformas de streaming, as atribuições se embalhararam. A diferença hoje então se estabelece na dinâmica de produção, que é totalmente divergente.

O que Faz um Filmmaker?

O filmmaker nada mais é do que o diretor de uma produção. Ele é o maestro de uma grande orquestra que se junta para compor um curta, média ou longa-metragem, seja baseado em fatos reais, ficção ou documentário. Portanto, o filmaker não trabalha sozinho, contando com ajuda de muitos outros profissionais, igualmente relevantes para o êxito da produção, como: roteirista, produtor diretor de fotografia, diretor de arte, editor, engenheiro de som, figurinista, maquiador, cabeleireiro, contrarregra e etc.

Atualmente, sobretudo no mercado brasileiro, é incomum encontrar profissionais que atuem apenas com produções para o cinema. A chegada das plataformas de streaming foram as responsáveis por isso, conferindo um novo fôlego ao nosso combalido setor audiovisual, vitimado pela pandemia e por um governo pouco afeito ao incentivo à cultura e as expressões artísticas. Com isso, as possibilidades se multiplicaram e hoje muitos filmmakers se dedicam a produção de séries, novelas e até programas de cunho jornalístico e reality shows, sem mencionar a popularização das plataformas de compartilhamento, como YouTube e as próprias redes sociais, como Instagram, Facebook, TikTok e Twitter, este último lançado aos centro das atenções com a recente aquisição de 100% de suas ações pelo bilionário Elon Musk, apontado como o homem mais rico do mundo. Para os produtores de conteúdo, a notícia ganhou ainda mais relevância após Musk anunciar que deve mudar algumas regras do microblog, com a expansão do limite de caracteres e possibilidade de edição dos twittes, uma reinvindicação antiga dos usuários, além de outras novidades.

Mercado Publicitário

Outra possibilidade de atuação bastante atraente para os filmmakers é a publicidade, onde as grandes marcas reservam valores polpudos para campanhas cinematográficas. O caminho inverso, aliás, também já foi trilhado por nomes relevantes do mercado nacional, como Andrucha Waddington, que ao lado do diretor Cláudio Torreshttps://pt.wikipedia.org/wiki/Andrucha_Waddington – cite_note-1, dirigiu “Eu Tu Eles” (2000), filme que fez parte da Seleção Oficial do Festival de Cannes, e até o aclamado Ridley Scott que migrou da publicidade para o cinema, sendo responsável por clássicos como “Blade Runner” e “Gladiador”.

E qual a função do videomaker?

O grande diferencial de um videomaker é que este profissional é o único responsável por diversos processos relacionados a produção e criação de um vídeo. Não raro, atua sozinho, desde a concepção,

desenvolvimento de roteiro, passando pela captação de imagens e edição. A profissão se estabeleceu na década de 1990, com a popularização dos equipamentos de captação digital, que ao longo dos anos foi evoluindo, até chegar aos smartphones, que democratizou a produção de conteúdo audiovisual. Hoje, com um bom celular, domínio da narrativa, boas noções de fotografia, e também conhecimentos sobre edição e montagem é possível produzir um conteúdo de qualidade. Aliás, este é um bom laboratório para quem deseja se especializar e evoluir nesta área.

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